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Description
branch: censorship-is-the-new-firewall
Sabe quando você acha que já viu de tudo — inclusive aquele dev que sobe PR de 8000 linhas e ainda escreve “fix” no título — e aí descobre que até o sexo virou microserviço censurado pela infra da internet? Pois é, segunda-feira chegou, café já esfriou, e a newsletter da semana veio mais picante que log de firewall bloqueando request legítimo.
Notícia da vez:
Bryony Cole soltou a edição semanal do boletim Sextech, AI & Censorship Unfiltered. O resumo é: a indústria do sexo tecnológico está passando pelos mesmos perrengues que a gente no deploy de sexta-feira — censura, banimento de plataforma, regras obscuras de processadores de pagamento e uma guerra fria de tarifas.
- Tem startup lançando app de produtividade baseado em kink (alô, “gamificação” que ninguém pediu).
- Marcas de bem-estar sexual na Índia estão reinventando a propaganda porque até palavra clínica cai no ban automático.
- Harry Styles lançou brinquedo e claro que esgotou em minutos (não sei se é fanbase ou hype engineering).
- AI companion virou tema central: “é evolução do amor ou downgrade da humanidade para chatbot de plantão?”.
- Enquanto isso, jogos adultos sumiram da Steam e Itch.io, porque processador de pagamento agora é o novo “pastor moral da infra”.
Minha humilde opinião de dev cansado:
A sextech tá basicamente vivendo o mesmo inferno que qualquer dev quando descobre que o npm install quebrou porque um mantenedor deletou a lib. Plataformas fazem de conta que suportam inovação, mas a qualquer bug moral, puxam o plugue e deixam os fundadores de cueca na frente do investidor.
É curioso: falamos de AI transformando a intimidade, mas esquecemos que os mesmos modelos são treinados para censurar palavras básicas. A “moderação automática” dessas plataformas parece regex mal escrita: bloqueia “clitóris”, mas deixa passar scam de cripto.
E os companions de IA? Isso escalou mais rápido que microserviço sem observabilidade. No Slack, você já fala mais com o bot que com o time; agora tem gente casando com ele. A real é que a humanidade nunca quis amor, quis SLA emocional.
Fechamento reflexivo:
No fim, a moral é simples: não importa se é sextech, fintech ou devtech, sempre haverá um proxy invisível dizendo o que você pode ou não pode rodar em produção. A censura é só o firewall do afeto: cheio de regras confusas, portas fechadas à toa e logs que ninguém revisa.
E talvez a pergunta não seja “AI vai substituir o amor?”, mas sim: quem vai manter os patches quando o coração entrar em downtime?